O autor

Falar de mim mesmo é como se eu fosse outra pessoa a comentar de um terceiro. Um eu narrador falando de um eu personagem. Sendo eu tanto o primeiro quanto o segundo, vamos para as coisas mais importantes:

Douglas, modelo 86, veio lá do sul do Paraná. Desde pequeno rabisca e escreve coisas.
Sou filho único, torço para o São Paulo quando conveniente e sou periculosamente viciado em vídeo-games.
Descobri a literatura no quarto de um tio que tinha uma coleção de livros da coleção Vagalume.

Quando eu era pequeno, meu pai trazia HQs pra mim sempre que voltava de viagem. Foi assim que comecei a desenhar Cebolinhas, caubóis, Homem-Aranhas e Bidus.
Aos 9 anos escrevi um pequeno livro escrito à mão e vendi 2 unidades por 50 centavos cada. Eu ainda não conhecia o xerox.
Aos 10 anos fui eleito prefeito da minha sala de aula numa eleição polêmica onde venci por 16 votos a 15. É claro que votei em mim mesmo.

Durante a adolescência, quebrei braço, dedo da mão, perna e tive uma fratura exposta no joelho, ficando seis meses em recuperação. Tudo isso jogando futebol. Hoje caminho normalmente, mas tenho o dedo mindinho da mão direita semi-torto. Sou um sobrevivente do futebol.
Claro, fiz as as cagadas de todo adolescente comum.

Ganhei um computador de minha tia e fiquei mal visto por meus pais por bloquear o sinal de telefone com a internet discada religiosamente aos fins de semana.
Meus pais tinham um pequeno mercado, então trabalhei por lá um bom tempo de repositor, caixa, entregador e faz-tudo. Negócio de família, sabe como é.
Aprendi a tocar violão.
Adulto, pensei em me tornar jornalista, físico ou economista, mas acabei me graduando em Artes Visuais. Foi a melhor escolha que fiz, pois no curso, conheci minha futura esposa, Karina.

Escrevi um livro que está em algum lugar esquecido por aí.
Após formado, de alguma maneira obscura entrei na área de desenvolvimento web.
Me tornei designer web e programador.
Por algum tempo, pensei que fosse ateu. Mas não era.

Ganhei um sensual sobrepeso, reencontrei a literatura e a ilustração.
Casei-me e foi a melhor coisa que fiz.
Entrei na casa dos trinta e me sinto bem com isso. Na verdade, muito melhor que antes.


Falar mais do que isso sobre mim poderia entediar alguém. Logo, vamos ao cerne de onde estamos.
Por que o nome Sinal Fechado para o blog?

Ao parar em um semáforo com o sinal fechado, o que você faz?
Olha ao redor, prestar atenção na música, pensa no boleto do cartão, dá uma esmola pra alguém?

Este blog se trata disso: observar o que há em volta, refletir sobre as coisas.
Por isso, de vez em quando pare por aqui pra dar uma olhada ao redor.

Ou talvez o nome do blog seja esse porque gosto muito da música Sinal Fechado, do Chico Buarque. Whatever.